Archive for the 'Comportamento humano' Category

15
jan
09

Realidade imita ficção – Gattaca começa

A matéria é: Nasce o primeiro bebê britânico sem o gene do câncer de mama.

Vamos lá, vou explicar. Alguns anos atrás eu assisti o filme Gattaca, um filme que fala de genética. É o seguinte, se você nasceu com escolha genética, ou seja, espermatozóides e óvulos previamente escolhidos terá um futuro brilhante, mas se você foi gerado na maneira convencional, seu maior cargo de emprego será garí ou faxineiro.

O filme Gattaca – A Experiência Genética, de Andrew Niccol (1997) é um caso exemplar. Apesar de ser um filme de ficção-científica deixa gattaca1claro sua intertextualidade. A partir de um certo momento, Gattaca parece se tornar um filme policial ou de suspense quando a trama narrativa se desloca para a busca do assassino de um dos diretores da corporação Gattaca. No desenrolar da trama, todo o suspense se concentra no personagem Vincent Freeman, um Inválido condenado pelo seu código genético a tarefas degradantes (Freeman significa, literalmente, “homem livre”).

A sociedade de Gattaca está dividida em duas “classes sociais”, os Válidos, os “filhos da Ciência”, produtos da engenharia genética e da eugenia social, e os Inválidos, os “filhos de Deus”, submetidos ao acaso da Natureza e às impurezas genéticas. Gattaca retrata uma sociedade de classe cuja técnica de manipulação do código genético tornou-se prática cotidiana de controle social. Vincent é um jovem ambicioso, que almeja ir além do seu destino genético e decide assumir a personalidade de Jerome Morrow, um Válido que, em virtude de um acidente, ficou paralítico. Utilizando os serviços clandestinos de um “pirata genético”, Vincent clona os registros genéticos de Jerome. Sua ambição é driblar as restrições de classe e se integrar na elite intelectual e moral de Gattaca e realizar seu maior sonho: ir para o planeta Titã, satélite de Júpiter (seria uma alegoria de fuga do sistema do capital, de agudo cariz regressivo, tal como um "retorno ao útero materno"?).  Leia mais.

_944774_insemination150Pois bem, aí leio a matéria:

Nasce o primeiro bebê britânico sem o gene do câncer de mama

Casal optou por embrião selecionado para não ter o gene BRCA1, que aumenta em muito o risco da doença

LONDRES – Primeiro bebê britânico selecionado geneticamente para não ter o gene do câncer de mama nasceu em Londres, informou o hospital do University College. Leia mais.

Sabe, tudo isso me espanta, em breve estaremos vivendo Gattaca. Imagine vivermos dessa maneira? Imagina vivermos seguindo somente nossas vontades, e a natureza? Como fica?
Não sei, mas realmente tenho medo disso…

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24
out
08

Qual o sexo frágil?

Com certeza vocês lembram-se dessa galera, eles faziam parte de um seriado da Globo, o Sexo Frágil, onde eles incorporavam tanto os papéis masculinos e femininos. Onde eles vivenciam na pele o que as mulheres passam.
Onde eu quero chegar com isso? Quero chegar no SEXO FRÁGIL!
Há uma eterna discussão sobre quem verdadeiramente é o sexo frágil, dizem que são as mulheres, dizem que são os homens. Mas, na verdade quem é o “sexo frágil”?

Segundo eu, pensando comigo mesmo, entramos num acordo e achamos algumas coisas (estatisticamente, não se aplica num todo):

  • A mulher é o sexo frágil se falar-mos fisicamente, mas no que se refere à personalidade, ela é sim o sexo forte. As mulheres são mais resolvidas, demonstram o que sentem, e ao serem traídas procuram, normalmente uma maneira de virar o jogo.
  • Seguindo a linha de raciocínio, posso dizer que a mulher é o sexo sensível, delicado e meigo. Uma mulher apaixonada contagia todo o lugar com sua sensibilidade.
  • O homem é mais forte que a mulher fisicamente, isso não quer dizer que somos mais fortes no que se diz a sentimento, homem quando se apaixona morre de vontade de estar sempre perto da pessoa amada, mas, normalmente usa uma máscara do tipo “eu sou forte, não preciso disso”.
  • Homem quando é traído, normalmente sofre, mas não quer demonstrar, principalmente para os outros amigos. Chora escondido e tal, mas demonstrar nunca!
  • Mulher vive de aparências, tipo roupa, calçados, bolsas. É como se o status dependesse da embalagem.
  • Homem também vive de aparências, mas outro tipo, do tipo “I´M THE MAN”. É o garanhão, é o que come mais no rodízio, ou seja, tem que mostrar que é o melhor, mesmo não gostando do que está fazendo.

Então agora fica a critério de vocês decidirem, mas sinceramente acho isso uma grande besteira, porque como eu comecei dizendo, isso é apenas estatístico, na realidade muita gente vai ler e dizer: Ah! Comigo não é assim.
Lembrem-se, cada pessoa é um mundo a ser desvendado.
Eu sou do conceito: Seja você mesmo!
Não sei se estou certo ou errado, mas eu não vivo à custa do que as pessoas vão pensar de mim.

Ou seja, “SEJA VOCÊ MESMO!”

24
set
08

Indiferença… o contrário do amor!

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.




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